Avançar para o conteúdo principal

Há pessoas para tudo.



Há pessoas que têm problemas maiores que os meus.


Há pessoas que têm mundos mais pequenos que o meu.

Há pessoas que dão o corpo às balas e outras que desistem. Todas corajosas, à sua maneira.

Há quem tenha vindo ao mundo para nos amar e quem tenha vindo para nos pontapear. 

Precisamos de todas, mais que não seja para sabermos o que não queremos.

Há pessoas que nos merecem, há pessoas que não merecemos.

Há vidas com pessoas a mais e outras com pessoas a menos.

Há caminhos e caminhantes. Os caminhos só existem porque os caminheiros chegaram primeiro.





Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ser mãe ou amiga?

O tema inquieta-me , porque me deixa vulnerável perante a possibilidade de estar a fazer tudo errado. Fico aflita, no sentido mais aflito da palavra porque temo as consequências de tudo o que fiz errado puderem tornar derradeiro um final infeliz e irrecuperável. Se calhar, se pudesse recomeçar bem lá no início da maternidade deveria fazer tudo diferente. Se calhar devia, mas temo, com toda a certeza, que seria incapaz.  Não me querendo desculpar mas aproveitando para me justificar, pertenço à geração X , ainda que do fim da mesma (1978), isto é, aquela que roça os Millennium’s. Aquela geração que jamais se repetirá, dizem os saudosistas.  Nascemos na era analógica mas fomos suficientemente inteligentes para aprender o digital.  Vivemos muito perto do abismo , sem cadeirinhas de bebé isofix ou cintos de segurança automóvel.  Saíamos de casa de manhã e voltávamos ao fim do dia, sem que os nossos pais sentissem necessidade de nos reportar à PSP como desaparecidos ....

Não te equivoques, o passado não foi bom.

  Eu tive o privilégio de nascer em 1978. Não vi o meu pai ser perseguido pela PIDE, nem precisar de licença para ter um isqueiro no bolso, acessório imperioso para um fumador de cachimbo, e deixem que vos diga que era um  cachimbeiro cheio de classe. Não conheci a censura na voz, na escrita ou nos gostos avant-garde para a época.  Sempre que passei por escolas com duas portas de entrada, questionava os meus pais porque raio meninos e meninas não poderiam aprender e brincar juntos. A mim, nunca me obrigaram a cantar o Hino Nacional todas as manhãs antes de aula começar. (Bem, quanto a este detalhe, não seria mau de todo, talvez até se teriam evitado alguns embaraços no MotoGP em 2022...) Ainda convivi com o Jesus Cristo pregado à cruz na parede da sala de aula, mas apenas porque frequentei colégios católicos. Louvado seja o Senhor que me poupou de dar de frente todos os dias com a fotografia de Salazar. Eu pude usar bikinis desde o primeiro dia em que pousei os me...

Quando o silêncio castiga

Eu tinha 10 anos , acabava de entrar num colégio escolhido à minha revelia e iniciava o temido quinto ano sem nenhum dos amigos da primária por perto.  Estranhei tudo .  A natureza gigante que envolvia o meu estabelecimento de ensino anterior era agora substituído por betão, azulejos em altura e um recreio de cimento onde não era aconselhado correr pela probabilidade de esfolar os joelhos mesmo antes de alcançar uns míseros 100 metros.  O ambiente era da cor do betão, os professores eram muitos, eram altos e rígidos como o cimento. Os colegas de turma não tinham brincado na mata como eu, não tinham jogado à bola e à macaca em campos de futebol de perder a vista, não tiveram um lago cheio de patinhos que faziam qua qua debaixo das copas das árvores gigantes que ofereciam sombra a centenas de meninos e meninas na primavera e no verão. Estes novos colegas, por sua vez, viviam habituados a muitas salas distribuídas por muitos andares e apenas a duas saídas: o portão da frente...